Dra. Roberta França - Geriatra Barra da Tijuca

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Depressão: Uma Doença da Modernidade ou da Velocidade?

22/6/2018

O mundo modernizou! Em 150 anos saímos de um universo sem luz, rádio e TV para um mar de superlampadas, multimídias, megaexposições, hipersonorizaçao.

Mudanças radicais das relações sociais, consumo e violência.
O mundo deprimiu! Estamos batendo recordes de depressão e ansiedade. 
Desde os anos 2000 tivemos um avassalador aumento das doenças mentais, principalmente a depressão, com importante redução de qualidade de vida, saúde e produtividade, retirando muito tempo de vida útil das pessoas. 


Quanto paradoxo!
Evoluímos e dobramos a expectativa de vida mas talvez não tenhamos saúde mental para vivenciar essa longevidade. Estudos apontam que em 1 ano 10% de nossa população irá desenvolver 1 episódio depressivo . Em 20 /30 anos a depressão  será a maior causa de incapacitaçao do planeta!!


Como podemos explicar esse fenômeno?
A modernidade trouxe inúmeras mudanças de valores. Menor religiosidade, maior competitividade, muito medo de falhar , grandes diferenças sociais,  maior importância aos julgamentos alheios, isolamento social e solidao!


Alguns estudos acreditam que nosso sistema imunológico hoje responde mais aos fatores estressores do que infecciosos ! As vacinas e os antibióticos levaram a uma proteção imunológica do nosso sistema. Deixamos de morrer por problemas infecciosos.

No entanto nosso organismo passou a ter uma resposta imune não contra patogenos mas sim a eventos estressores que geram grande stress oxidativo e consequentemente inflamação. 


Muito mais que vulnerabilidade genética e história familiar , o meio ambiente parece ter grande relevância nos processos depressivos atuais.  
Não podemos mais fechar os olhos para essa realidade.

No Brasil apesar de 56% dos pacientes com depressão perceberem que precisam de tratamento somente 15% o fazem !


Mesmo nessa babel de informações, ainda vivemos os estigmas da depressão como bobagem, besteira, falta do que fazer, falta de boa vontade e coisa de mulher! Ainda hoje amigos e familiares tem dificuldade de entender o processo e ajudar!
Julgar que é preciso força de vontade e desejo de mudar impede muita gente de estender a mão aqueles que estão em depressao. 


Vale lembrar que dor e sofrimento não são sentimentos mensuráveis. 

O que é fácil pra você pode ser muito difícil para o outro e vice versa.  
Quem somos nós pra dizer o tamanho da dor do outro? 
Quem somos nós pra sabermos o quanto a alma dói? 
Quem somos nós pra dizermos quanto peso um coração é capaz de suportar?


Ninguém precisa viver na dor! 
Procurar ajuda é se dar o direito de reiniciar , não num mundo perfeito,  mas em um mundo onde a dor do corpo e da alma não impeça ninguém de ter brilho nos olhos e esperança no coração.


Dra Roberta França 
Medicina Geriátrica de Corpo e Alma 
www.geriatrarobertafranca.com.br

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